sexta-feira, 13 de julho de 2012

Junho 2012 - Terapia da fala (continuação 5)

Como conclusão deste tema, partilhamos aqui a decisão dos pais da Joana, de pedir a transferência da Joana para o agrupamento da àrea de residencia devido ao episódio da cobrança da terapia da fala, e que tornou inviável a continuação da Joana na escola.

Deixamos aqui um desejo de boa sorte para a Joana nesta nova etapa da sua vida.


Escola Vasco da Gama a caminho do turno duplo no 2º e 3º ciclos

Um pouco de enquadramento histórico!

Antes do turno duplo do 2º e 3º ciclo
A Escola Básica Integrada com Jardim de infância Vasco da Gama foi criada pela Portaria n.º 745/99 de 26 de Agosto. 24 turmas, com três do JI e 4 do 1º ciclo. Com a pressão demográfica o 1º ciclo passou a turno duplo e atualmente tem o absurdo de dez turmas, quando só tem 4 salas especificas. A escola há muito que deveria tentar voltar à sua dimensão inicial, mas a política instalada pela direção tem sido a de abrir turmas a mais no 1º ciclo. Os  alunos daquele ciclo tem ocupado salas que deveriam estar destinadas apenas aos restantes ciclos. Deve ainda se referir que as salas ocupadas não são apropriadas para aulas do 1º ciclo. O número de turmas do 2º e 3º ciclo têm-se mantido constante desde a sua abertura. A escola antes de ser integrada no Agrupamento tinha as aulas do 2º e 3º ciclos a acabar às 16h, o que permitia que os alunos pudessem ter outras atividades, desde artísticas a desportivas, passando por institutos de língua. Os alunos podiam complementar a sua formação.

Depois do turno duplo do 2º e 3º ciclo
Para o próximo ano letivo a direção decidiu criar turno duplo para o 7º e 8º anos. As turmas não aumentaram, apenas o número de alunos por turma. A carga horária e o número de desdobramentos de turmas baixou o que equivale a uma menor ocupação de salas. Então qual será a razão que norteia esta decisão? Por causa duma sobrelotação do primeiro ciclo, por má gestão do mesmo, vai-se prejudicar os outros ciclos? Os alunos deixarão de poder praticar as suas atividades. Alunos federados e de alta competição terão de sair da escola. E a qualidade do ensino vai-se ressentir porque o rendimento à tarde não é o mesmo que de manhã. Será que a intenção, uma vez mais, é nivelar por baixo? Os encarregados de educação não conseguem entender o que se passa e prometem não baixar os braços.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Avaliação por um dia!

O pessoal docente da Escola Vasco da Gama teve um encontro imediato de 3º grau com a sua avaliação de desempenho do último biénio - de referir que o procedimento de avaliação do desempenho deveria estar concluído até ao final do ano civil de 2011.

Numa 6ª feira de março, de manhã, o pessoal docente começou a ser chamado à sala de Coordenação da escola, alguns até foram buscá-los às salas de aula. Chegaram à referida sala e depararam-se com uma senhora, que não conheciam de lado nenhum, mas que para espanto dos contemplados estava na posse de todas as avaliações do pessoal docente da escola Vasco da Gama. Alguns foram mesmo chamados em grupo e as suas avaliações estavam espalhadas em cima da mesa.

Mais tarde veio-se a perceber que a referida senhora, que se dizia mandatada pela direção, era uma professora da escola secundaria Eça de Queirós e ainda que não pertencendo à direção nem à CCAD, tal facto não a impedia de ter conhecimento da avaliação de todos os professores. Bem instruída que estava, lá ia dizendo “ò colega assine aí e ponha a data que lhe vou dizer”. Ainda apresentava a justificação da sua vinda com o facto de, para não atrasar mais o processo e para os colegas não terem de se deslocar à secretaria da sede do agrupamento, ali estava ela com um monte de folhas soltas que por acaso até eram as sigilosas avaliações. O documento era apresentado como uma cópia de um anterior, pelo que os colegas podiam pôr a data de Julho passado. Mas depois veio a constatar-se que o documento não era igual, e por vezes até o avaliador já não era o mesmo e faltavam assinaturas de elementos da CCAD.

De boa fé muitos professores assinaram “de cruz”. Alguns ficaram muito espantados com a alteração da sua avaliação, fruto da aplicação das quotas. Na 2ª feira seguinte a referida professora iria voltar à carga mas tal não aconteceu. Os professores da escola Vasco da Gama ficaram sem saber se tinha sido um sonho, ou quiçá pesadelo, e se tudo não sido uma alucinação coletiva. E pronto, lá continua o pessoal docente sem tomar conhecimento da sua avaliação.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Março 2012 - Terapia da fala (continuação 4)

Em noticia da Lusa copiada daqui, temos o acompanhamento desta situação, que ainda não se encontra resolvida.
A diretora do agrupamento escolar de Lisboa que exigia o pagamento do aluguer das salas para os alunos terem terapias recuou na decisão, mas agora os alunos só podem ter sessões no horário escolar.
"Cedeu em tudo menos nas horas. Tem que ser no horário escolar", disse Carla Alves, uma mãe, à agência Lusa, explicando que a filha, que frequenta o segundo ano do ensino básico, está agora impedida de prosseguir com as sessões de terapia da fala porque a técnica só tem disponibilidade de manhã, mas a filha apenas tem aulas de tarde.
A reunião decorreu no passado no dia 17 de fevereiro, terminando um processo que se arrastava desde janeiro, quando foi comunicado aos pais que teriam que pagar 10 euros por hora e por sala para os filhos terem sessões de terapia nas instalações da Escola Básica Integrada Vasco da Gama, que integra o agrupamento escolar Eça de Queirós e se situa no Parque das Nações.
A diretora, ainda de acordo com a mãe da aluna, não explicou qual a razão porque as sessões não podem decorrer extra horário, tanto mais que, com esta imposição, os alunos têm que interromper as aulas para fazer terapia.
A situação, acrescentou Carla Alves, envolve mais dois alunos, além da sua filha: um do primeiro ano e outro do 4º.
O impedimento de fazer as sessões de terapia deve-se ainda ao facto de os técnicos, que são pagos pelos pais, se deslocarem habitualmente às escolas durante a manhã e trabalharem nos seus gabinetes à tarde, o que prejudica os alunos que tenham aulas neste segundo tempo.
O caso arrastava-se desde o final de janeiro, quando os pais foram confrontados com a decisão.
Depois da situação ter sido noticiada, o Ministério da Educação impediu que a escola cobrasse qualquer valor pela utilização das escolas.
Já após essa determinação, a diretora da escola propôs à terapeuta que acompanhava a filha de Carla Alves que fizessem a sessão sentadas num corredor da escola, alegando que não havia salas disponíveis.
A alteração da posição da diretora apresentada aos pais pela diretora ocorreu um dia depois da Lusa ter noticiado este facto.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Redondamente falso

Atingimos o primeiro marco importante na história deste blog: Tivemos hoje a primeira reação da direção do agrupamento. Foi recebido um comentário, de forma anónima, no post relativo ao percurso escolar até ao 12º ano, desmentindo a informação publicada. O post refere que a direcção reteve propositadamente os processos dos alunos que não pretendiam frequentar a escola sede de agrupamento, quando transitaram para o 10º ano. O comentário recebido (que pode ser consultado na integra aqui) refere:
Isto é redondamente falso! A escola tem provas do envio dos processo, em tempo útil, para as escolas pretendidas. Esse comprovativo pode ser consultado na secretaria da escola. 
Assim, e como, por razões mais ou menos óbvias, não podemos ir consultar os referidos comprovativos na escola, pedimos aos nossos fieis leitores que nos façam chegar os seus testemunhos. Bem hajam.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Trapalhada "Extravio de cartões"

Este post faz parte da série "Trapalhadas", que pretende divulgar vários exemplos de (má) gestão da coordenação do Agrupamento de Escolas Eça de Queirós


Foi recebida, pelos pais, a seguinte informação da direção do agrupamento, datada de 31 de janeiro 2012:
Tendo-se verificado que, com muita frequência os alunos deixam o cartão magnético em casa solicitando um outro de substituição, e, muitas vezes perdendo este, voltam a solicitar outro. Decidiu a Direção deste Agrupamento que, a partir de 2ª feira próxima, dia 6 de fevereiro, os cartões de substituição passarão a ter uma caução de 10 euros. Alertamos para o facto, de que os alunos não podem circular na escola, nem consumir/marcar refeições sem serem portadores do respetivo cartão.
Esta informação viola, no entanto, o regulamento interno, onde se prevê um prazo de 48 horas para pedir uma 2ª via e onde se possibilita a utilização de um cartão eletrónico de substituição (pontos 4 e 5 do artigo 13º do RI). E, atualmente, a escola está a barrar a entrada dos alunos se não pagarem de imediato os dez euros. Só é levado à letra a parte do ponto 4 do artigo 13º onde se refere o pagamento de dez euros.  A proibição de entrada a todos os alunos que não sejam portadores de cartão viola claramente o ponto 2 do artigo 14ª do RI.

Transcrição dos artigos 13º e 14º do Regulamento Interno:
Artigo 13 - Aquisição do cartão eletrónico 
4. Em caso de perda/extravio ou furto/roubo do cartão eletrónico deve ser obtida uma segunda via 
no prazo de quarenta e oito horas mediante o pagamento de dez Euros, transitando os créditos 
do anterior cartão para o novo.  
5. Em caso de esquecimento ou durante o período de emissão de 2a via do cartão eletrónico, o 
aluno deve obter e ser portador de um cartão provisório, com todas as funcionalidades do original.
Artigo 14 - Falta do cartão eletrónico 
1. O aluno deve prontamente exibir o cartão, quando lhe for solicitado por qualquer autoridade com competência hierárquica do Agrupamento, nomeadamente professores ou outros funcionários.  
2. Caso o aluno não possa exibir o seu cartão quando este lhe for solicitado, a entrada e permanência em qualquer das dependências das escolas do Agrupamento ser-lhe-á vedada, a não ser que a sua identidade e qualidade de aluno possa ser avalizada por um professor ou por qualquer outro funcionário. Esta identificação deve ser inequívoca e a não apresentação do cartão deverá ser entendida como uma situação excecional.
Como o desnorte é muito surgem as situações mais aberrantes. A titulo ilustrativo apresenta-se o resumo de um relato de um Encarregado de Educação:
O seu filho de 8 anos quando chegou à hora do almoço apercebeu-se que tinha perdido o cartão electrónico e como tal foi impedido de almoçar. O cartão tinha saldo, cerca de 40 euros, e a refeição para aquele dia estava marcada. Mandaram a criança pagar 10 euros na papelaria como se fosse normal andar com dinheiro. Afinal o cartão electrónico não serve para evitar o dinheiro “vivo”? Ninguém se deu ao trabalho de verificar se havia saldo no cartão ou se a refeição estava marcada. 
Um elemento da CAF tentou, junto da cantina, obter uma refeição para o aluno explicando que este tinha refeição marcada. A resposta foi curta e cega, não tem cartão não almoça! O E. Educação foi contactado e, apesar de explicar que a criança tinha saldo pelo que a escola poderia cobrar a caução de dez euros e que a refeição estava marcada, a cantina ignorou tudo e deixou a criança sem comer. Se não fosse o elemento da CAF comprar comida no bar, a criança e ficaria sem comer até ao final das suas atividades, às 18h00. 
Valeu o bom senso e profissionalismo do elemento da CAF. Afinal ainda há quem saiba lidar com crianças num estabelecimento de ensino. Dirigir uma escola não é debitar ordens como se de uma fábrica se tratasse. Além de que há que preparar os funcionários e a coordenação da escola Vasco da Gama para saberem lidar com a implementação de novas regras.

O Regulamento Interno é para ser cumprido. Trata-se de um documento que foi aprovado por um conjunto de pessoas que tem responsabilidades na escola e há que respeitar o seu trabalho.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Agrupamento Eça de Queirós, disseminar boas práticas ou nivelar por baixo?

Como tem sido aqui largamente exemplificado, a Diretora do agrupamento de escolas Eça de Queirós tem demonstrado não saber lidar com a comunidade educativa da escola Vasco da Gama da melhor forma, numa permanente desvalorização dos resultados académicos obtidos. A filosofia de um agrupamento deve ser partilhar o que de melhor se faz em cada escola para poder disseminar as boas práticas, e nunca desvalorizá-las.

Em 2011 a escola Vasco da Gama foi a melhor escola pública de Lisboa nos Rankings dos exames nacionais do 9º ano e quinta a nível nacional. Na altura a direção foi contactada pelo jornal Público para saber o que faz de diferente quem está no top das cinco públicas e privadas com melhores resultados, mas diretora desvalorizou os ditos rankings  e não apontou uma única ação que pudesse fazer a diferença, e que a escola gostasse de partilhar com os jornalistas.

Artigo do Público, de 15 de Outubro de 2011

O jornal Correio da Manhã também contactou a diretora e uma vez mais a tónica foi que os resultados da escola Vasco da Gama só tinham uma origem, o facto do estabelecimento de ensino estar inserido numa zona de estratos sociais elevados. Foi preciso um encarregado de educação dizer que se trata de uma escola bem referenciada, com professores muito bons e acessíveis.

Artigo do Correio da Manhã, de 15 de Outubro de 2011

O sucesso de muitos alunos tem se devido ao facto de terem sidos apoiados na escola e chegarem a casa com as matérias mais consolidadas. Nem todas as famílias tem capacidade para pôr os seus filhos em academias de estudos. Atualmente os encarregados de educação continuam à espera dessa preciosa ajuda. A associação de Pais e Encarregados de Educação chegou a organizar atividades de estudo para o 2º ciclo, à semelhança do que se fazia no 1º ciclo, mas a atual diretora proibiu tal prática. Com a atual política da direção será que os bons resultados se vão manter ou virão por aí abaixo? A diretora deveria ter orgulho na escola Vasco da Gama porque se candidatou como diretora do agrupamento. Se não sente empatia pela escola Vasco da Gama então nunca poderá querer ser a sua diretora.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fevereiro 2012 - Terapia da fala (continuação 3)

Video da RTP Notícias, 16 de Fevereiro
A indignação dos pais da aluna e da sociedade em geral continua. A diretora da escola mantém a firme posição de não ceder um espaço para a terapia da fala para crianças com necessidades educativas especiais. Agora parece que não há salas disponíveis, o que é estranho se a ideia era cobrar o aluguer das mesmas. Em que ficamos? Se não havia sala então a comunicação da escola deveria ter sido que as sessões teriam de cessar por falta de espaço. Há aqui qualquer coisa que está mal contada. O ministério parece apostado em pactuar com a situação. Mas será que a referida diretora, mesmo com tanta trapalhada e denegrindo o ato sublime de educar, tem a conivência total do ministério e da DRELVT. Mal vai este país de compadrio e falta de igualdade de tratamento. Afinal estamos a falar de serviço público.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fevereiro 2012 - Terapia da fala (continuação 2)

A saga dos pedidos de pagamento da sala para a terapia da fala infelizmente ainda não terminou. Segue a descrição, feita pelos pais da Joana, da primeira sessão de terapia, após a indicação do ministério de que as salas não deveriam ser cobradas. A informação é referente ao dia 14 de Fevereiro.
Hoje, 3ª feira, às 9:30 a Joana tinha terapia da fala conforme horário previamente autorizado pela directora do agrupamento.

A Joana ficou sentada no átrio de entrada da escola entre as 9:30 e as 10:15, na companhia da terapeuta à espera que lhes disponibilizassem uma sala... foi dito que não havia salas disponíveis (isto apesar de estarem no horário previamente autorizado por escrito pela directora do agrupamento).

Numa atitude costumeira de mandar fazer sem dar a cara, a Srª. Maria José Soares, directora do agrupamento, mandou uma assessora comunicar à terapeuta que se quisessem podiam ter terapia em duas cadeirinhas no meio do corredor (sem condições, com barulho e gente a passar) e a terapeuta obviamente respondeu que aquilo não eram condições para dar terapia...

Portanto, na sua suprema prepotência, a Srª. Maria José Soares, directora da escola, obedeceu ao Ministério da Educação e Ciência ao não cobrar a sala, mas numa atitude que faz lembrar crianças do básico a bater o pé, deu a volta à situação ao não disponibilizar uma sala (que se pagássemos já passaria a existir).

A terapeuta pediu à assessora para falar com a directora uma vez que a assessora nada podia fazer. Foram chama-la, como se esperava não apareceu e, às 10:15 a terapeuta, obviamente, foi para a escola seguinte onde sim, tem uma sala à disposição como em todas as escolas decentes.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Trapalhada "Gestão de recursos"

Este post faz parte da série "Trapalhadas", que pretende divulgar vários exemplos de (má) gestão da coordenação do Agrupamento de Escolas Eça de Queirós

O dinheiro que a Escola Vasco da Gama faz com os alugueres de salas e espaços para festas é esbanjado em nome do agrupamento. Exemplos:
  • Os alunos do agrupamento receberam um desdobrável a cores sobre o novo acordo ortográfico. Mais uma machadada na nossas florestas e no erário público. 
  • No Natal engalanou-se a sede com um soberbo painel de alguns metros quadrados impressos no mais alto estilo. A Vasco da Gama, em função da sua reduzida importância, foi abrilhantada com um pequeno exemplar, ainda assim dispensável. Soberba e luxúria, quando os tempos são de contenção.
Se há uma lógica de rentabilização de recursos, porque não aproveitar os professores da Eça de Queirós, que devem estar aliviados de trabalho por força da diminuição dos cursos de ensino para adultos. Estes podiam ir fazer uma perninha à Vasco da Gama ou à escola do Parque das Nações. Seriam muito bem-vindos para aulas de substituição, sala de estudo, aulas de apoio, clubes, etc.

Trapalhada "Vasco da Gama sem serviços administrativos"

Este post faz parte da série "Trapalhadas", que pretende divulgar vários exemplos de (má) gestão da coordenação do Agrupamento de Escolas Eça de Queirós

A estrutura administrativa da escola Vasco da Gama há muito que se ausentou para as terras do Norte. Agora tudo se decide na sede de agrupamento, nos Olivais. Se precisar de algum serviço de secretaria tem de se deslocar à sede do agrupamento, porque o balcão foi emparedado por um muro branco. No espaço da entrada da antiga secretaria existe uma gaiola onde se recebem os Encarregados de Educação sem nenhuma privacidade. E se alguém precisar de falar com elementos da coordenação da escola, obterá quase sempre a resposta de que estão em reunião na sede. Passam-se manhãs e tardes inteiras sem ninguém na coordenação. E com um bocado de sorte pode ser que a coordenadora ainda seja a mesma, um vez que a primeira lá se fartou. Valha-nos a sempre eficiente D.ª Zé, que lá vai tomando conta da escola.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Fevereiro 2012 - Terapia da fala (continuação)

Em notícia da TVI24 (link) datada de 10-02-2012, 19: 59, é indicado que a diretora procedeu a notificação de pais do custo de aluguer da sala para a terapia da sala, 5 dias depois do ministério ter indicado estar a avaliar a decisão.
A directora da escola de Lisboa que exige o pagamento do aluguer de salas para actividades terapêuticas notificou os pais de um aluno da sua decisão já depois de o Ministério da Educação (ME) ter decidido avaliar a situação, noticia a Lusa.

Em carta registada nos CTT no dia 1 de Fevereiro e a que a agência Lusa teve hoje acesso, a directora do Agrupamento de Escolas Eça de Queirós, Maria José Soares, enviou o despacho que elaborou a 17 de Janeiro onde sustenta a sua decisão.

O envio da notificação ocorreu cinco dias depois do Ministério da Educação ter anunciado que iria averiguar a situação, depois de ter chegado ao conhecimento público através da Comunicação Social.

No mesmo documento, a directora precisa que detectou duas situações de alunos que têm acompanhamento de terapeutas pagos pelos pais, mas realizados na Escola Básica Integrada Vasco da Gama.

Até agora apenas era conhecida a situação de uma criança que frequenta o 2º ano. A outra integra uma turma do 1º ano do ensino básico.

A responsável argumenta que as sessões de terapia dos alunos, que designa «actividades desenvolvidas por terceiros», decorrem em salas durante o «horário nobre», o que tem implicado que nalguns dias «se tenha verificado falta de salas de aulas disponíveis».

A terminar o despacho, determina que os pais ou encarregados de educação dos alunos devem proceder ao pagamento do valor, de acordo com a tabela em vigor na escola, para que a cedência de salas possa prosseguir.

Numa mensagem de correio electrónico anterior enviada aos pais, a directora referia que o custo do aluguer é de dez euros por hora e por sala.

Contactada pela Lusa, uma assessora do gabinete do ministro da Educação e Ciência disse que a averiguação da situação ainda não está concluída.

Cerca de 2 horas depois (às 22:16) em noticia da Lusa (link), é divulgado que o Ministério deu ordens à diretora da escola para que as salas não sejam cobradas.
O Ministério da Educação e Ciência informa que a diretora da escola foi instruída para que não fosse cobrado nenhum valor pelo uso das instalações para o fim em causa", refere a nota do Ministério enviada à agência Lusa.

Parabéns aos pais da Joana por esta vitória. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Trapalhada "Regulamento Interno"

Este post faz parte da série "Trapalhadas", que pretende divulgar vários exemplos de (má) gestão da coordenação do Agrupamento de Escolas Eça de Queirós

O regulamento interno do Agrupamento, essencial para a definição e nomeação dos vários orgãos da escola, e no qual devem constar os direitos e deveres dos vários membros da comunidade escolar, deveria estar definido e publicado no inicio do ano letivo. No entanto, após sucessivos atrasos, o ano iniciou sem este documento. Para resolver esta situação, foi dito nas reuniões com os Encarregados de Educação que, até estar concluído o novo documento do agrupamento, vigorariam os regulamentos das antigas escolas.

Ao que parece em Dezembro passado foi finalmente aprovada, em conselho geral transitório, a versão final do tão aguardado documento. Mas é como o Wally, onde é que andará? Vai-se à página da sede e há um vazio de documentos, na da Vasco da Gama estão os documentos antigos. Para quando a divulgação do regulamento interno aos encarregados de educação e alunos, e já agora na página da escola? E o Projeto Educativo?

Existe um vazio de documentos orientadores que só refletem a desorientação deste agrupamento. Os elementos da Escola Vasco da Gama exigem o regresso à normalidade de uma escola que já foi organizada.

Edit (10-02-2012): os documentos foram publicados, nos últimos dias, na nova página do agrupamento (www.queiroz.pt), e podem ser encontrados aqui (PEA - Projeto Educativo do Agrupamento, RI - Regulamento Interno)

Trapalhada "Percurso escolar até ao 12º ano"

Este post faz parte da série "Trapalhadas", que pretende divulgar vários exemplos de (má) gestão da coordenação do Agrupamento de Escolas Eça de Queirós

Os alunos da Escola Vasco da Gama demonstraram no último ano letivo  que as suas opções para o 10º ano não passavam por ir para a escola secundária Eça de Queirós. A direção soube armadilhar as suas preferências, retendo os processos na secretaria para que, se algum dia viessem a chegar às escolas de 1ª opção dos alunos, já não existissem vagas. Chegou a mentir descaradamente aos encarregados de educação dizendo que os processos já tinham seguido pelo correio, facto que foi averiguado por alguns e se revelou falso. Mas havia que demonstrar à tutela que o agrupamento era um projeto com pernas para andar. Os alunos da Vasco da Gama ao não optarem pela sede do agrupamento para o seu 10º ano estavam a defraudar a imagem do virtuosismo da brilhante ideia de agrupamento. Sem preconceitos que não o das distintas filosofias de cada escola e os seus modus operandi, há que reafirmar que os seus projetos são tão distintos e impossíveis de misturar como a água e o azeite.

Alguns encarregados de educação conseguiram  obter vagas para os seus filhos nas escolas pretendidas, depois de muita labuta e queixas na Direção Regional de Educação de Lisboa. Outros acbaram por ceder após serem convencidos, pela diretora, a ficarem todos numa turma da escola Eça de Queirós. Foi ainda dito aos pais que a que a culpa desta trapalhada era deles por não terem optado em primeiro lugar pela escola secundária do agrupamento.

Há esperança que a atual tutela faça um balanço dos agrupamentos que o anterior governo fez à revelia da mais elementar ponderação e reconheça que a escola Vasco da Gama perdeu muito com a presente agregação.

Trapalhadas - Introdução

Os exemplos de má gestão / má fé demonstrados pela direcção do agrupamento multiplicaram-se ao longo do presente ano lectivo. Segue-se um conjunto de posts, sobre assuntos que, apesar de, tanto quanto sei, não terem chegado a ter divulgação na comunicação social como alguns dos referidos anteriormente, têm um grande impacto na rotina diária das escolas do agrupamento. À falta de melhor nome denominarei estes posts por "Trapalhadas".

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Crónica de um naufrágio anunciado

A escola Básica Integrada Vasco da Gama excedeu em muito a sua capacidade de alunos (Maria José Soares em entrevista à Lusa: "(A Escola Vasco da Gama é) uma escola pública com sobrelotação de salas") mas mesmo assim a atual direção do agrupamento está apostada em agudizar este problema. Generalização do turno duplo a toda a escola será uma fábrica de enchidos. Segue a foto reportagem da chegada do turno duplo:

Direção planeia a chegada do turno duplo
   

A boa nova é anunciada à comunidade
   

A comunidade escolar dá a sua opinião
   

Fizeram-se estudos de capacidade para preparar as salas para os novos desafios
   

E na hora de preparar as refeições toda a ajuda foi bem vinda
   

Por falta de verbas a escola foi vendida aos chineses. A antiga população do parque das nações sem dinheiro para pagar o aluguer das salas exigido pela direção cedeu lugar à nova elite chinesa
   

Mas a revolta foi mais que muita. Amotinaram-se os pais e a comunicação social fez a cobertura televisiva em direto
   

E deu-se o naufrágio anunciado aquando da constituição do Agrupamento de escolas Eça de Queirós. Parece que a diretora escorregou do navio e falhou a pontaria do salva vida
   

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Janeiro 2012 - Terapia da fala

A noticia, copiada daqui, de 26 de janeiro de 2012, fala por si. O nome do blog foi inspirado no troço indicado a bold.
A escola Básica Integrada Vasco da Gama, no Parque das Nações, em Lisboa, exige aos pais de uma criança deficiente o pagamento pela cedência de uma sala onde duas vezes por semana decorrem as sessões com uma terapeuta da fala. 
Carla Alves, mãe de Joana, uma criança de nove anos com trissomia 21, disse à agência Lusa que a filha "praticamente não consegue dizer o seu nome" e que precisa de terapia da fala "pelo menos duas vezes por semana", uma necessidade que está expressa no seu plano educativo especial. 
Até agora, os pais têm pago a terapeuta da fala e têm podido usufruir de uma sala na escola Básica Integrada Vasco da Gama, no Parque das Nações, onde a filha tinha sessões de terapia. 
Na semana passada, uma mensagem de correio eletrónico informou os pais de que "a cedência desse espaço passará a ter o custo de dez euros por hora, caso se mantenha o interesse, caso contrário deixará de ser permitida a entrada da terapeuta". 
A diretora do Agrupamento de Escolas Eça de Queiroz, a que pertence a Vasco da Gama, Maria José Soares, disse à agência Lusa que "a terapia da fala é um cuidado de saúde, não é competência da escola". 
"Quando uma criança tem problemas de visão e precisa de óculos, não é competência da escola fornecer-lhe os óculos. Ou se a criança falasse mal porque precisava de aparelho, não era a escola que tinha que lho arranjar", argumentou. 
Preço de amigo 
Maria José Soares afirmou que se Joana tem "necessidade de cuidados de saúde que lhe melhorem o desempenho", os pais podem recorrer ao "aluguer de uma sala a um preço tabelado mas com uma atenção especial". 
Carla Alves afirma que os pais recusam pagar, invocando o decreto-lei de 2008 que regula o ensino especial e que estipula que as escolas devem adaptar "estratégias, recursos, conteúdos, processos, procedimentos e instrumentos" para incluir as crianças com necessidades educativas especiais.

A mãe de Joana garante que a filha precisa de terapia da fala para conseguir aprender e desenvolver as suas capacidades de comunicação, afirmando que os relatórios médicos que acompanham o seu processo assim o comprovam.

A diretora do agrupamento contrapõe que "é um problema pessoal de logística dos pais, a quem dá jeito deixar a criança na escola e que a terapeuta lá se desloque".

"
Isto é o mesmo que eu precisar de uma costureira para me arranjar a roupa e pô-la a trabalhar aqui na escola", prosseguiu.

Maria José Soares afirmou que se trata de "uma escola pública com sobrelotação de salas" e negou que a escola tenha tomado esta atitude para "lesar uma criança".

"A nossa obrigação é a educação, não são os cuidados de saúde", reiterou. 
Carla Alves afirmou que sem poder pagar a sala, a única alternativa é o pai pedir para sair do emprego durante duas a três horas duas vezes por semana para ir levar a filha a Alvalade ao consultório da terapeuta.

A situação já chegou à Assembleia da República, com o Bloco de Esquerda a questionar o Ministério da Educação sobre as "escolas que cobram pelo aluguer do espaço escolar para fins terapêuticos" e exigindo a sua intervenção para Joana poder continuar as sessões com a terapeuta.
Video da reportagem na RTP, de 22 de Janeiro de 2011: aqui
Video de reacção: aqui (o site parece estar em baixo frequentemente, se não der volte a tentar mais tarde)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Dezembro 2011 - Porque sim

Artigo da Visão de 15 de Dezembro, desta vez sobre a embrulhada da diretora Maria José Soares, relativamente a uma professora da Escola Eça de Queirós que foi agredida por um um aluno. A docente viu o seu pedido de mudança de turma recusado, sendo forçada a dar aulas ao agressor. Especial atenção ao último parágrafo do artigo:

"À vítima-tornada-ré não sobra outra alternativa que não seja contar com a compreensão da diretora da escola. E essa carta parece estar fora do baralho: Maria José Soares diz não entender que a professora esteja abalada com o que aconteceu. Pelo contrário. «A culpa é dela.» Porquê? «Porque sim.»





quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Agosto 2011 - Pais excluídos das CAFs

Gestão da CAF retirada à associação de pais, sem aviso nem justificação. A reportagem é da SIC e o video é de Agosto de 2011.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Apresentação

Antes de mais, acho que é necessária uma apresentação do blog. Este espaço foi criado para apresentar, divulgar, e insultar o que de pior se faz no Agrupamento de Escolas Eça de Queirós. Ainda que por este país fora devam existir situações idênticas ou (Deus me valha) piores, para já será apenas este o único tema focado. As datas dos posts iniciais são ficticias, apenas colocadas para reflectir a ordem cronológica dos acontecimentos. "Não percam os próximos episódios, porque nós também não."