quinta-feira, 29 de março de 2012

Avaliação por um dia!

O pessoal docente da Escola Vasco da Gama teve um encontro imediato de 3º grau com a sua avaliação de desempenho do último biénio - de referir que o procedimento de avaliação do desempenho deveria estar concluído até ao final do ano civil de 2011.

Numa 6ª feira de março, de manhã, o pessoal docente começou a ser chamado à sala de Coordenação da escola, alguns até foram buscá-los às salas de aula. Chegaram à referida sala e depararam-se com uma senhora, que não conheciam de lado nenhum, mas que para espanto dos contemplados estava na posse de todas as avaliações do pessoal docente da escola Vasco da Gama. Alguns foram mesmo chamados em grupo e as suas avaliações estavam espalhadas em cima da mesa.

Mais tarde veio-se a perceber que a referida senhora, que se dizia mandatada pela direção, era uma professora da escola secundaria Eça de Queirós e ainda que não pertencendo à direção nem à CCAD, tal facto não a impedia de ter conhecimento da avaliação de todos os professores. Bem instruída que estava, lá ia dizendo “ò colega assine aí e ponha a data que lhe vou dizer”. Ainda apresentava a justificação da sua vinda com o facto de, para não atrasar mais o processo e para os colegas não terem de se deslocar à secretaria da sede do agrupamento, ali estava ela com um monte de folhas soltas que por acaso até eram as sigilosas avaliações. O documento era apresentado como uma cópia de um anterior, pelo que os colegas podiam pôr a data de Julho passado. Mas depois veio a constatar-se que o documento não era igual, e por vezes até o avaliador já não era o mesmo e faltavam assinaturas de elementos da CCAD.

De boa fé muitos professores assinaram “de cruz”. Alguns ficaram muito espantados com a alteração da sua avaliação, fruto da aplicação das quotas. Na 2ª feira seguinte a referida professora iria voltar à carga mas tal não aconteceu. Os professores da escola Vasco da Gama ficaram sem saber se tinha sido um sonho, ou quiçá pesadelo, e se tudo não sido uma alucinação coletiva. E pronto, lá continua o pessoal docente sem tomar conhecimento da sua avaliação.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Março 2012 - Terapia da fala (continuação 4)

Em noticia da Lusa copiada daqui, temos o acompanhamento desta situação, que ainda não se encontra resolvida.
A diretora do agrupamento escolar de Lisboa que exigia o pagamento do aluguer das salas para os alunos terem terapias recuou na decisão, mas agora os alunos só podem ter sessões no horário escolar.
"Cedeu em tudo menos nas horas. Tem que ser no horário escolar", disse Carla Alves, uma mãe, à agência Lusa, explicando que a filha, que frequenta o segundo ano do ensino básico, está agora impedida de prosseguir com as sessões de terapia da fala porque a técnica só tem disponibilidade de manhã, mas a filha apenas tem aulas de tarde.
A reunião decorreu no passado no dia 17 de fevereiro, terminando um processo que se arrastava desde janeiro, quando foi comunicado aos pais que teriam que pagar 10 euros por hora e por sala para os filhos terem sessões de terapia nas instalações da Escola Básica Integrada Vasco da Gama, que integra o agrupamento escolar Eça de Queirós e se situa no Parque das Nações.
A diretora, ainda de acordo com a mãe da aluna, não explicou qual a razão porque as sessões não podem decorrer extra horário, tanto mais que, com esta imposição, os alunos têm que interromper as aulas para fazer terapia.
A situação, acrescentou Carla Alves, envolve mais dois alunos, além da sua filha: um do primeiro ano e outro do 4º.
O impedimento de fazer as sessões de terapia deve-se ainda ao facto de os técnicos, que são pagos pelos pais, se deslocarem habitualmente às escolas durante a manhã e trabalharem nos seus gabinetes à tarde, o que prejudica os alunos que tenham aulas neste segundo tempo.
O caso arrastava-se desde o final de janeiro, quando os pais foram confrontados com a decisão.
Depois da situação ter sido noticiada, o Ministério da Educação impediu que a escola cobrasse qualquer valor pela utilização das escolas.
Já após essa determinação, a diretora da escola propôs à terapeuta que acompanhava a filha de Carla Alves que fizessem a sessão sentadas num corredor da escola, alegando que não havia salas disponíveis.
A alteração da posição da diretora apresentada aos pais pela diretora ocorreu um dia depois da Lusa ter noticiado este facto.