A directora da escola de Lisboa que exige o pagamento do aluguer de salas para actividades terapêuticas notificou os pais de um aluno da sua decisão já depois de o Ministério da Educação (ME) ter decidido avaliar a situação, noticia a Lusa.
Em carta registada nos CTT no dia 1 de Fevereiro e a que a agência Lusa teve hoje acesso, a directora do Agrupamento de Escolas Eça de Queirós, Maria José Soares, enviou o despacho que elaborou a 17 de Janeiro onde sustenta a sua decisão.
O envio da notificação ocorreu cinco dias depois do Ministério da Educação ter anunciado que iria averiguar a situação, depois de ter chegado ao conhecimento público através da Comunicação Social.
No mesmo documento, a directora precisa que detectou duas situações de alunos que têm acompanhamento de terapeutas pagos pelos pais, mas realizados na Escola Básica Integrada Vasco da Gama.
Até agora apenas era conhecida a situação de uma criança que frequenta o 2º ano. A outra integra uma turma do 1º ano do ensino básico.
A responsável argumenta que as sessões de terapia dos alunos, que designa «actividades desenvolvidas por terceiros», decorrem em salas durante o «horário nobre», o que tem implicado que nalguns dias «se tenha verificado falta de salas de aulas disponíveis».
A terminar o despacho, determina que os pais ou encarregados de educação dos alunos devem proceder ao pagamento do valor, de acordo com a tabela em vigor na escola, para que a cedência de salas possa prosseguir.
Numa mensagem de correio electrónico anterior enviada aos pais, a directora referia que o custo do aluguer é de dez euros por hora e por sala.
Contactada pela Lusa, uma assessora do gabinete do ministro da Educação e Ciência disse que a averiguação da situação ainda não está concluída.
Cerca de 2 horas depois (às 22:16) em noticia da Lusa (link), é divulgado que o Ministério deu ordens à diretora da escola para que as salas não sejam cobradas.
O Ministério da Educação e Ciência informa que a diretora da escola foi instruída para que não fosse cobrado nenhum valor pelo uso das instalações para o fim em causa", refere a nota do Ministério enviada à agência Lusa.
Parabéns aos pais da Joana por esta vitória.
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